TRT-15 avança em linguagem simples com projeto voltado à mediação trabalhista

TRT-15 avança em linguagem simples com projeto voltado à mediação trabalhista

Thiago Rosa da Educorp está de pé com microfone na mão ao lado de uma tela que traz informações sobre linguagem simples. Em primeiro plano, os participantes do encontro acompanham a explanação

anasiqueira

Qui, 19/03/2026 – 18:56

TRT-15 avança em linguagem simples com projeto voltado à mediação trabalhista
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O Laboratório de Inovação do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região – Co.Labora 15 – promoveu nesta quinta-feira, 19/3, o primeiro encontro de magistrados e servidores que atuam no projeto Simplificação de Documentos na Mediação Trabalhista. O evento contou com a participação da juíza auxiliar da Presidência, Daniela Macia Ferraz Giannini, que também é coordenadora do laboratório, e  das coordenadoras no TRT-15 do Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples (LS), as juízas Karine Vaz de Melo Mattos Abreu e Laura Bittencourt Ferreira Rodrigues, além do coordenador do Programa de Multiplicadores em Linguagem Simples da Educorp/ Unicamp, Thiago Pinheiro Rosa.

A juíza Daniela Giannini afirmou que o projeto de implementação da linguagem simples nos documentos da mediação tem como objetivo aproximar ainda mais dos jurisdicionados as decisões dos magistrados, aplicando aos textos técnicos uma linguagem “mais inclusiva e democrática”.

A juíza Laura Bittencourt apresentou um breve histórico do Pacto Nacional da Linguagem Simples, criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023, para que os tribunais brasileiros se comprometam a se empenhar em utilizar uma linguagem mais simples em seus documentos e julgados, e sobre a Lei 15.263/2025, que instituiu a Política Nacional de Linguagem Simples nos órgãos e entidades da administração pública direta e indireta de todos os Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. A magistrada afirmou que, apesar de a Justiça do Trabalho se destacar entre os ramos da Justiça de maior acessibilidade à população, “ainda há muito o que melhorar”. Nesse sentido, ela destacou dois dos projetos já desenvolvidos pelo TRT-15 que envolvem a LS: Cartilha Linguagem Simples (Sugestões para Eventos do TRT da 15ª Região) e Linguagem Simples aplicada aos Mandados de Citação, este aprovado pela Corregedoria Regional, e também falou dos projetos para este ano, que integram precatórios e mediação.

A juíza Karine Abreu ressaltou o caráter “multiplicador” do programa de linguagem simples. Segundo a magistrada, pequenas mudanças na escolha de determinadas palavras podem significar grandes mudanças, especialmente quando se pensa nos destinatários desses documentos, tradicionalmente redigidos numa linguagem mais formal e pouco acessível à população. A juíza afirmou também que o projeto de Simplificação de Documentos na Mediação Trabalhista é uma oportunidade de a Justiça cumprir sua finalidade, mas adaptando a estrutura dos textos de documentos da mediação para torná-los mais “diretos e compreensíveis” pelos jurisdicionados.

O coordenador Thiago Rosa apresentou ao grupo as linhas de trabalho a serem desenvolvidas, especialmente as técnicas de aplicação da LS aos modelos de documentos. De acordo com o professor, a LS não é simplesmente uma técnica de comunicação, mas uma “ferramenta de melhoria de processo”, capaz de avaliar “quanto um documento impacta no seu usuário”. Nesse sentido, destacam-se os três princípios básicos da LS, que devem ser aplicados em conjunto: “encontrar, compreender e utilizar a informação”.

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Comunicação Social